Amo-te na madrugada minha flor,
E depois acordo com a fragrância de maçã,
E Te amo novamente durante a manhã,
Ainda que ardam no peito o exílio e a dor!
Caminho em solitude durante o Alvor,
Sinto teu cheiro florido de hortelã,
Espero chegar a tarde, para que meu Amor
Por ti, tenha agora, este sabor de romã!
Chega o nascer-da-lua e a noite escura,
E Volto a te amar e beijar tua doçura
E beijar teus lábios com sabor de avelã!
E Te amo mesmo durante os eclipses,
Precisariam de Milhares de apocalipses
Para que não te amasse de novo amanhã!
terça-feira, 20 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Soneto ao Carrasco e à Derrota!
Tragam 190 milhões de corações
Para que este impetuoso Carrasco
Traga, com dois cruéis golpes, o Fiasco
Da nossa dentre as outras seleções!
As margens plácidas do Ipiranga ouviram
O Choro desolado e retumbante da Vuvuzela!
Por quê, de última instância, abriram
As portas que o trancafiavam à cela?
Nossos bosques não tem mais vida,
Tão pouco a vida, hoje, tem amores!
Aonde estão seus grandiosos fulgores?
Brasil, hoje é terra árida e não garrida,
É tristeza com seu seio dilacerado,
É covarde com nosso peito amargurado!
Para que este impetuoso Carrasco
Traga, com dois cruéis golpes, o Fiasco
Da nossa dentre as outras seleções!
As margens plácidas do Ipiranga ouviram
O Choro desolado e retumbante da Vuvuzela!
Por quê, de última instância, abriram
As portas que o trancafiavam à cela?
Nossos bosques não tem mais vida,
Tão pouco a vida, hoje, tem amores!
Aonde estão seus grandiosos fulgores?
Brasil, hoje é terra árida e não garrida,
É tristeza com seu seio dilacerado,
É covarde com nosso peito amargurado!
domingo, 23 de maio de 2010
Nasce o Inverno e Morre a Primavera
No silêncio fúlgido do anoitecer,
Na quietude notívaga do campo
Ouvia os estalos do gotejar
Lacrimal que nascia lamuriado!
Campo florido, Coração amargurado,
Amor em abundância a te envenenar!
Choviam meus olhos, Peito em relampo
Com o vislumbre da orquídea a desvanecer !
Ai... Ânsia infinita inverbável,
Raras essências no escuro a brilhar,
Cintilações Astrais em meio à ventania!
Gritava, e a boca nada dizia!
Chorava, e os olhos ali a desejar
Que teu esvaído perfume fosse infindável!
E desejava... Muito... Mas não era...
Na quietude notívaga do campo
Ouvia os estalos do gotejar
Lacrimal que nascia lamuriado!
Campo florido, Coração amargurado,
Amor em abundância a te envenenar!
Choviam meus olhos, Peito em relampo
Com o vislumbre da orquídea a desvanecer !
Ai... Ânsia infinita inverbável,
Raras essências no escuro a brilhar,
Cintilações Astrais em meio à ventania!
Gritava, e a boca nada dizia!
Chorava, e os olhos ali a desejar
Que teu esvaído perfume fosse infindável!
E desejava... Muito... Mas não era...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Lágrimas do Samadhi
Mudo... Somem as palavras e a inquietação...
Vejo a luz, toco o céu azul,
Aspiro ao nascer do Sol ao sul,
Vislumbro o Belo, Canto à ascensão!
Ergo as mãos! Sinto o brilho da manhã,
Expando-me à serenidade fluvial,
Arrepia-me o belo florido roseiral
E os morangos e as amoras e a maçã!
Abro as asas e vou por ai voando,
Despreocupado, livre, chorando
A lágrima feliz da liberdade!
Tolo! Por tanto tempo pedi à razão
Que me desse o que ardia no coração!
Tampouco sabia eu que somente sou na vacuidade!
Vejo a luz, toco o céu azul,
Aspiro ao nascer do Sol ao sul,
Vislumbro o Belo, Canto à ascensão!
Ergo as mãos! Sinto o brilho da manhã,
Expando-me à serenidade fluvial,
Arrepia-me o belo florido roseiral
E os morangos e as amoras e a maçã!
Abro as asas e vou por ai voando,
Despreocupado, livre, chorando
A lágrima feliz da liberdade!
Tolo! Por tanto tempo pedi à razão
Que me desse o que ardia no coração!
Tampouco sabia eu que somente sou na vacuidade!
domingo, 25 de abril de 2010
O Beijo Terno
À minha Flor, eterna Agnes, eterna Falaenopolis!
Dorme, dorme! Viva no sonho
O amor que findou na vida!
E sonha a amada toda florida,
Seus cabelos amarrados ao monho!
E lembra dos beijos com ternura,
Dos abraços e do afago colorido,
Sente, dormindo, a loucura
Do amor que na vida fora esquecido!
E esquece o coração amargurado,
E o vívido afago desolado,
Esquece o seu toque e o desejo,
E viva toda a vida ansiando
Que, um dia não estando sonhando,
Possas sentir novamente seu beijo!
Dorme, dorme! Viva no sonho
O amor que findou na vida!
E sonha a amada toda florida,
Seus cabelos amarrados ao monho!
E lembra dos beijos com ternura,
Dos abraços e do afago colorido,
Sente, dormindo, a loucura
Do amor que na vida fora esquecido!
E esquece o coração amargurado,
E o vívido afago desolado,
Esquece o seu toque e o desejo,
E viva toda a vida ansiando
Que, um dia não estando sonhando,
Possas sentir novamente seu beijo!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Morre o meu amor no cemitério!
Era a luz do luar que me iluminava!
E Eu carregava o corpo vivo e lúrido,
Corpo que haveria de se tornar pútrido,
Corpo que um dia no passado eu amava!
E Essa luz reveladora, tão triste e branca,
Parecia transmitir-me, desolada, a chaga
Que em seu coração morava, Como se uma adaga
Houvesse perfurado o peito da pobre Espanca!
Amo-te Florbela e não amo a mais ninguém,
Nem o outro, nem aquele, nem toda gente!
Queria teu amor, mas só tenho o teu desdém!
"Não há mais a paixão da Primavera florida",
Enterro-te aqui no cemitério, eternamente,
Seja este amor na morte, o que nunca foi na vida!
E Eu carregava o corpo vivo e lúrido,
Corpo que haveria de se tornar pútrido,
Corpo que um dia no passado eu amava!
E Essa luz reveladora, tão triste e branca,
Parecia transmitir-me, desolada, a chaga
Que em seu coração morava, Como se uma adaga
Houvesse perfurado o peito da pobre Espanca!
Amo-te Florbela e não amo a mais ninguém,
Nem o outro, nem aquele, nem toda gente!
Queria teu amor, mas só tenho o teu desdém!
"Não há mais a paixão da Primavera florida",
Enterro-te aqui no cemitério, eternamente,
Seja este amor na morte, o que nunca foi na vida!
sábado, 3 de abril de 2010
O Poeta e a Andarilha
Vivia eu, poeta lânguido e demente,
A ouvir o ruído bem profundo
Do marulhar apaixonado, oriundo
Do rio sanguíneo a correr eternamente!
Vivia eu, poeta lascivo e vagabundo,
A provar do gosto amargo e latente
Da paixão! Até que, por uma indigente
Fui apaixonar-me! Por um ser imundo
Que me roubou as calças, as vestes
E o coração! Murmúrios: "Soubestes
Do Poeta enamorado da pedinte?",
E Riam! Como pudera eu, desvairado
Admirador do sexo descompromissado,
Casar-me com a feia moça sem dente?
A ouvir o ruído bem profundo
Do marulhar apaixonado, oriundo
Do rio sanguíneo a correr eternamente!
Vivia eu, poeta lascivo e vagabundo,
A provar do gosto amargo e latente
Da paixão! Até que, por uma indigente
Fui apaixonar-me! Por um ser imundo
Que me roubou as calças, as vestes
E o coração! Murmúrios: "Soubestes
Do Poeta enamorado da pedinte?",
E Riam! Como pudera eu, desvairado
Admirador do sexo descompromissado,
Casar-me com a feia moça sem dente?
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