Durmo em outra noite cintilante
E me afogo, louco, novamente,
Na inconsciência da paixão quente
Que se reavive no sonho flutuante!
Flutuo n'outro sonho arrepiante,
Voando na paisagem inconsciente,
Observando o sonho, contente
Em ser livre na realidade alucinante!
E os pontos vazios de Quintessência
Vão surgindo, nascendo, sobrepondo
As visões profundas do Desejo!
E das Trombetas vem o Estrondo,
E dos Trovões o Relampejo!
E da Alma............. a Transcendência...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Arete
I am the leading force that guides reality:
The awaken in a dream...
I am light in the darkness
When silence prevails!
The one that rips off with his nails
The veils that cover awareness
And reach and touch the supreme!
The awaken in a dream...
I am light in the darkness
When silence prevails!
The one that rips off with his nails
The veils that cover awareness
And reach and touch the supreme!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O Olhar de Ajna
Despertou olhando Shiva:
Que tudo de um sonho não passava,
Que a sensação que lhe engolfava
Era fruto de uma outra perspectiva!
Nascia do olho que tudo vê:
Que a realidade nova era mais fina,
Como se tivessem arrancado a cortina
Que você mesmo separa de você !
O Silêncio arrebatador de estar
Supra-consciente enquanto sonhar,
Adentra e reflete no espelho la do fundo!
Reflete, e penetra, e ausculta tanto,
Que lhe faz dissolver-se em pranto
Quando olha acordado para o mundo!
Que tudo de um sonho não passava,
Que a sensação que lhe engolfava
Era fruto de uma outra perspectiva!
Nascia do olho que tudo vê:
Que a realidade nova era mais fina,
Como se tivessem arrancado a cortina
Que você mesmo separa de você !
O Silêncio arrebatador de estar
Supra-consciente enquanto sonhar,
Adentra e reflete no espelho la do fundo!
Reflete, e penetra, e ausculta tanto,
Que lhe faz dissolver-se em pranto
Quando olha acordado para o mundo!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Prelúdio para a noite de um poeta!
Deitara e decidira sonhar: Seus músculos relaxavam enquanto adentrava no mundo onírico do subconsciente, enquanto a tênue linha que sustenta a realidade era apagada e reescrita pelos sonhos. Era um bar, escurecido pela noite, à meia-luz provinda de postes espalhados pela rua; Via-se alguns loucos boêmios a jogarem uma estranha partida de um não-tão-comum jogo, de uma não-tão-estranha forma, a rirem e regozijarem suas perdidas juventudes! Éramos em oito distintas pessoas, cujos rostos não me recordo bem; sentia o coração batendo mais acelerado quando olhava para aquela extravagante mulher e o reflexo da lua vindo de seus óculos. Em que distinto planeta estaria eu vagando? De qual mísero e sofrível ser vinha tal vislumbre apaixonado e amargurado, incerto? De que tresloucado surgia a necessidade de sentir aquela fragrância há muito esgotada? Se sentia pena dele ou de mim, já não podia mais dizer, conforme a sensação de ser quem sou e não quem estava sendo durante o devaneio me transbordava mais e mais! Mas sentia pena: trocou/troquei impérios de ouro, infindáveis mulheres belas pela incerteza de um amor cujas chances de florescer já não mais existiam, pela tola esperança de que uma flor possa desabrochar durante o outono! Rodei em torno do meu próprio corpo para mudar o cenário. Estava novamente no quarto: Sonhos...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Conjunções Alegórico-Artísticas...
Introduzindo a Alegoria:
Estudo em Mí Menor (F. Tárrega)
In a Sentimental Mood
Paris e a Jambração!
Cintilações Astrais
Estudo em Mí Menor (F. Tárrega)
In a Sentimental Mood
Paris e a Jambração!
Cintilações Astrais
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Não me vistes ?
Ora te amo, Ora te odeio,
Ora te odeio, Ora te amo!
E te amo quando acaricio teu seio,
E te odeio quando surda ao meu reclamo!
Mas, quando surda também te amo,
E no teu seio também te odeio;
Te odeio quando por ti chamo,
E não me ouves, nem quando gorjeio!
Não sei se te quero distante,
Ou se te quero aqui bem perto...
Sei que te quero, e que te quero bastante!
E amo esse destino incerto:
Ora te odeio, Ora te desejo!
Ora teu desprezo, Ora teu beijo!
Ora te odeio, Ora te amo!
E te amo quando acaricio teu seio,
E te odeio quando surda ao meu reclamo!
Mas, quando surda também te amo,
E no teu seio também te odeio;
Te odeio quando por ti chamo,
E não me ouves, nem quando gorjeio!
Não sei se te quero distante,
Ou se te quero aqui bem perto...
Sei que te quero, e que te quero bastante!
E amo esse destino incerto:
Ora te odeio, Ora te desejo!
Ora teu desprezo, Ora teu beijo!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Zazen
Sentia fortemente a pulsar em minha aorta
O Dissolver da palavra inteira!
Desespero, parecia toda a carreira
Futura de poeta estar morta!
Vibravam, la no fundo, os sonhos
Estilhaçados pelo silêncio arrebatador!
E todos meus "eus" ficavam tristonhos
Ao perceberem a sombra do buddha interior!
Sonhos: Não mais os tenho!
Nem saberia como explicar
Como essa inania verbal há de me agradar!
Como há de o poeta ferrenho,
A mente e a palavra abandonar
E, quieto, continua, aqui-agora, a versar?
O Dissolver da palavra inteira!
Desespero, parecia toda a carreira
Futura de poeta estar morta!
Vibravam, la no fundo, os sonhos
Estilhaçados pelo silêncio arrebatador!
E todos meus "eus" ficavam tristonhos
Ao perceberem a sombra do buddha interior!
Sonhos: Não mais os tenho!
Nem saberia como explicar
Como essa inania verbal há de me agradar!
Como há de o poeta ferrenho,
A mente e a palavra abandonar
E, quieto, continua, aqui-agora, a versar?
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